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collection [CeS] Textos de divulgação
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topic mulheres na ciência
grupos de pesquisa
violência contra a mulher
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grupos de pesquisa
violência contra a mulher
Leda Sampson
Thiago Magela Rodrigues Dias
Leda Sampson
Hellem Cristian Basilio Lopes
Hélia de Sousa Chaves
Marcel Garcia de Souza
Juliana Pinheiro Farias
Maria de Nazaré Fretas Pereira
Ciência de dados no enfrentamento à violência contra a mulher
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abstract Trabalho decorrente de projeto em andamento desde 2022 na temática violência contra mulher, em suas vertentes de atendimento e de proteção, e em seus módulos de informação cadastral, bibliográfica e estatística, com vistas a futuro desenvolvimento de um sistema de informação do tipo Current Research Information Systems (CRIS) temático, reunindo ciclo de vida da pesquisa e ciência de dados. Na fase inicial, explora o módulo projetos de pesquisa.
coverage A pesquisa indicou que os 302 grupos de pesquisa encontrados foram constituídos ao longo de 40 anos, sendo que metade desse número levou 30 anos para se organizar. A outra metade foi criada em apenas 10 anos. Isso mostra que é no século atual que esse tema ganha destaque, o que pode ser relacionado com a escalada do feminicídio e da violência contra as mulheres que temos enfrentado nos últimos tempos. Destacam-se as linhas de pesquisa e os enfoques relacionados à “violência de gênero” e “empoderamento feminino”. Esse último aparece como um tema de grande importância na atualidade e abrange uma ampla gama de tópicos, como igualdade de gênero, participação política e econômica das mulheres e acesso a oportunidades educacionais e profissionais. Em termos acadêmicos, um dos aspectos mais importantes desta pesquisa é a disponibilização de uma base de dados especializada, que representará uma fonte valiosa de informações para ser explorada por outros pesquisadores, grupos de pesquisa e interessados em temas relacionados à violência contra a mulher. Isso permitirá maior colaboração e sinergia entre diferentes grupos de pesquisa e instituições, fortalecendo a troca de conhecimentos e o avanço coletivo do campo de pesquisa sobre violência contra a mulher. Fora do mundo acadêmico, e de forma mais ampla, esses conjuntos de dados também poderão ser utilizados por gestores públicos, organizações não governamentais e outros atores interessados na compreensão aprofundada desse fenômeno social. E as análises oriundas desses dados fornecerão subsídios para a elaboração de políticas públicas mais efetivas, cientificamente embasadas; para a formulação de novas estratégias de prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher; e para a elaboração de campanhas de conscientização e intervenções sociais. Ou seja, esta pesquisa tem potencial para contribuir de forma bastante relevante para o fortalecimento da igualdade de gênero e para a promoção de uma sociedade mais justa, mais inclusiva e menos violenta.
Demonstrativo acumulado da criação de 302 Grupos de Pesquisa em violência contra mulher e mulheres em situação de vulnerabilidade, nas quatro últimas décadas
Esta pesquisa é resultado de um projeto realizado no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa, a Fundep da UFMG. O projeto, de maneira geral, propõe estudos em diversas frentes, para mapear, estudar e organizar as informações que existem nos âmbitos governamental e acadêmico e que possam contribuir no enfrentamento da violência contra mulheres. Este artigo, que traz um dos resultados do projeto, apresenta um amplo estudo da base dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em busca de grupos e pesquisadores que têm como tema de pesquisa a violência contra a mulher. A violência contra mulheres ainda é uma triste realidade no Brasil. E acontece de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Todas essas formas de violência contribuem para a perpetuação de um cenário de vulnerabilidade onde muitas mulheres têm seus direitos desrespeitados, sua dignidade ferida e, em grande parte dos casos, suas integridades física e psicológica ameaçadas. Há instrumentos legais para a luta contra esse tipo de violência, como a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006), mas as estatísticas mostram que o caminho ainda é longo para chegarmos a uma realidade em que a violência contra as mulheres seja uma coisa do passado. Em seu desenvolvimento, este trabalho junta os seguintes conceitos: o ciclo de vida da pesquisa, que registra todas as suas etapas, desde a elaboração do projeto, passando pelo financiamento, pesquisadores e instituições envolvidas, até a publicação dos resultados, que pode ser acadêmica ou de divulgação científica; e a ciência de dados, que, como o próprio nome já diz, faz estudos de dados existentes para extrair informações relevantes, que possam contribuir para gerar um entendimento mais completo do tema de estudo.
O primeiro passo do trabalho foi um levantamento manual realizado no Diretório dos Grupos de Pesquisa, para investigação e recuperação do número de registros relativos ao tema de interesse. Mais especificamente, a busca no diretório foi feita a partir da temática “mulheres em situação de vulnerabilidade”, utilizando as seguintes palavras-chave: “desigualdade de gênero”, “empoderamento feminino”, “enfrentamento à violência contra mulher”, “feminicídio”, “Lei Maria da Penha”, “mulheres em situação de vulnerabilidade”, “relacionamento abusivo”, “violência contra mulher”, “violência de gênero”, “violência doméstica” e “violência por parceiro íntimo”. Esse levantamento foi feito pelos próprios pesquisadores do projeto, a partir das ferramentas oferecidas pelo DGP, e foram encontrados 302 grupos de pesquisa no tema. Com o objetivo de gerar mais dados para enriquecer as análises, foi também feita a extração automatizada de conjuntos de dados sobre os pesquisadores integrantes dos 302 grupos mapeados, e nessa parte da pesquisa foram utilizadas metodologias e rotinas computacionais no âmbito da ciência de dados.
Distribuição regional dos grupos de pesquisa em violência contra a mulher e mulheres em situação de vulnerabilidade
institution Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
publishDate 2023
publishDateFull 2023-12-22
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spelling 285172024-10-01T19:01:04Z1[CeS] Textos de divulgação Ciência de dados no enfrentamento à violência contra a mulher Leda Sampson Thiago Magela Rodrigues Dias Leda Sampson Hellem Cristian Basilio Lopes Hélia de Sousa Chaves Marcel Garcia de Souza Juliana Pinheiro Farias Maria de Nazaré Fretas Pereira mulheres na ciência grupos de pesquisa violência contra a mulher Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais 2023-12-22 Imagem 3 : Violência contra mulher vignette : https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/large/12aeaf78ed5a6b0895cd38f8e84ccf482f560ae6.jpg A pesquisa indicou que os 302 grupos de pesquisa encontrados foram constituídos ao longo de 40 anos, sendo que metade desse número levou 30 anos para se organizar. A outra metade foi criada em apenas 10 anos. Isso mostra que é no século atual que esse tema ganha destaque, o que pode ser relacionado com a escalada do feminicídio e da violência contra as mulheres que temos enfrentado nos últimos tempos. Destacam-se as linhas de pesquisa e os enfoques relacionados à “violência de gênero” e “empoderamento feminino”. Esse último aparece como um tema de grande importância na atualidade e abrange uma ampla gama de tópicos, como igualdade de gênero, participação política e econômica das mulheres e acesso a oportunidades educacionais e profissionais. Em termos acadêmicos, um dos aspectos mais importantes desta pesquisa é a disponibilização de uma base de dados especializada, que representará uma fonte valiosa de informações para ser explorada por outros pesquisadores, grupos de pesquisa e interessados em temas relacionados à violência contra a mulher. 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Demonstrativo acumulado da criação de 302 Grupos de Pesquisa em violência contra mulher e mulheres em situação de vulnerabilidade, nas quatro últimas décadas Esta pesquisa é resultado de um projeto realizado no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa, a Fundep da UFMG. O projeto, de maneira geral, propõe estudos em diversas frentes, para mapear, estudar e organizar as informações que existem nos âmbitos governamental e acadêmico e que possam contribuir no enfrentamento da violência contra mulheres. Este artigo, que traz um dos resultados do projeto, apresenta um amplo estudo da base dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (DGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em busca de grupos e pesquisadores que têm como tema de pesquisa a violência contra a mulher. A violência contra mulheres ainda é uma triste realidade no Brasil. E acontece de diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Todas essas formas de violência contribuem para a perpetuação de um cenário de vulnerabilidade onde muitas mulheres têm seus direitos desrespeitados, sua dignidade ferida e, em grande parte dos casos, suas integridades física e psicológica ameaçadas. Há instrumentos legais para a luta contra esse tipo de violência, como a Lei Maria da Penha (Lei n° 11.340/2006), mas as estatísticas mostram que o caminho ainda é longo para chegarmos a uma realidade em que a violência contra as mulheres seja uma coisa do passado. Em seu desenvolvimento, este trabalho junta os seguintes conceitos: o ciclo de vida da pesquisa, que registra todas as suas etapas, desde a elaboração do projeto, passando pelo financiamento, pesquisadores e instituições envolvidas, até a publicação dos resultados, que pode ser acadêmica ou de divulgação científica; e a ciência de dados, que, como o próprio nome já diz, faz estudos de dados existentes para extrair informações relevantes, que possam contribuir para gerar um entendimento mais completo do tema de estudo. O primeiro passo do trabalho foi um levantamento manual realizado no Diretório dos Grupos de Pesquisa, para investigação e recuperação do número de registros relativos ao tema de interesse. Mais especificamente, a busca no diretório foi feita a partir da temática “mulheres em situação de vulnerabilidade”, utilizando as seguintes palavras-chave: “desigualdade de gênero”, “empoderamento feminino”, “enfrentamento à violência contra mulher”, “feminicídio”, “Lei Maria da Penha”, “mulheres em situação de vulnerabilidade”, “relacionamento abusivo”, “violência contra mulher”, “violência de gênero”, “violência doméstica” e “violência por parceiro íntimo”. Esse levantamento foi feito pelos próprios pesquisadores do projeto, a partir das ferramentas oferecidas pelo DGP, e foram encontrados 302 grupos de pesquisa no tema. Com o objetivo de gerar mais dados para enriquecer as análises, foi também feita a extração automatizada de conjuntos de dados sobre os pesquisadores integrantes dos 302 grupos mapeados, e nessa parte da pesquisa foram utilizadas metodologias e rotinas computacionais no âmbito da ciência de dados. Distribuição regional dos grupos de pesquisa em violência contra a mulher e mulheres em situação de vulnerabilidade Violência contra mulher: o ciclo de vida da pesquisa na mira da ciência de dados Trabalho decorrente de projeto em andamento desde 2022 na temática violência contra mulher, em suas vertentes de atendimento e de proteção, e em seus módulos de informação cadastral, bibliográfica e estatística, com vistas a futuro desenvolvimento de um sistema de informação do tipo Current Research Information Systems (CRIS) temático, reunindo ciclo de vida da pesquisa e ciência de dados. Na fase inicial, explora o módulo projetos de pesquisa. 2023-12-22 https://labcotec.ibict.br/widat/index.php/widat2023/article/view/69 Ciências Sociais Aplicadas Sampson (2023) O primeiro passo do trabalho foi um levantamento manual realizado no Diretório dos Grupos de Pesquisa, para investigação e recuperação do número de registros relativos ao tema de interesse. Mais especificamente, a busca no diretório foi feita a partir da temática “mulheres em situação de vulnerabilidade”, utilizando as seguintes palavras-chave: “desigualdade de gênero”, “empoderamento feminino”, “enfrentamento à violência contra mulher”, “feminicídio”, “Lei Maria da Penha”, “mulheres em situação de vulnerabilidade”, “relacionamento abusivo”, “violência contra mulher”, “violência de gênero”, “violência doméstica” e “violência por parceiro íntimo”. Esse levantamento foi feito pelos próprios pesquisadores do projeto, a partir das ferramentas oferecidas pelo DGP, e foram encontrados 302 grupos de pesquisa no tema. Com o objetivo de gerar mais dados para enriquecer as análises, foi também feita a extração automatizada de conjuntos de dados sobre os pesquisadores integrantes dos 302 grupos mapeados, e nessa parte da pesquisa foram utilizadas metodologias e rotinas computacionais no âmbito da ciência de dados. 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